quinta-feira, 20 de março de 2014

DONA GIGI E DONA FILÓ
Dona Gigi é uma onça
muito astuta e traquina,
os bichos da floresta 
já conhecem ela.
Um dia Dona Gigi,
foi ter uma prosa
com Dona Filó,
uma gata bonitinha.
Dona Filó eu vejo
você dando esses
pulos pra lá e prá cá,
quero aprender.
Dona Filó ensinou
todos os pulos
pra Dona Gigi,
que ficou fasceira.
Mas, quando Dona
Gigi foi dar o bote
prá comer Dona Filó.
Dona filó deu um
salto diferente do que
tinha ensinado pra
Dona Gigi, que reclamou.
Esse salto você não me
ensinou, não vale!
eu sabia que você
ia me comer.
Paulo César Gaspar 20-03-14
     O coelho Geninho.


                              Era um vez...
                                     Um coelhinho de pelos macios e branquinhos, de olhos vermelhos bem arregalados, esperto que ele só. Se chamava Geninho.
                                     Geninho era guloso e não dividia nada com ninguém. Se tivesse comendo uma linda cenoura e alguém lhe pedisse um pedaço, ficava irritado e logo respondia:”vai procurar a sua, porque essa é minha”, e saia pulando.
                                     Morava numa toca linda de dois andares, com a sua mãe Dona Fafá, seu pai Seu  Francisco, e seus irmãos Rafinha, Luizinho e Belzinha.
                                     Um dia sua mãe comprou na feira um pote grande de doce de leite. Chegando em casa, ao guardar as compras Geninho viu o pote de doce, lambeu os lábios:
                                 - Huuuuuummmm! Doce de leite,  deve estar uma deliciaaaaaaaaaaaaaaa, mamãe. Posso comer?
                                 - Só depois do almoço. Não é para comer tudo sozinho, lembre-se de seus irmãos.
                                 - Tá bem!
                                 Mas, Geninho esperou a sua mãe virar as costas. Quando Dona Fafá  saiu para o quintal para lavar roupas. Ele abriu a geladeira pegou o pote de doce e correu para o seu quarto, trancou a porta e lá devorou o pote de doce todinho. Não deixando nem uma gota. Chegava lamber se de tanto que se fartou daquele doce.
                                 - Huuuuummm!Ai, que delicia! Que doce gostoso! Vixi, comi tudinho! E agora , vou guardar o vidro na geladeira atrás dos outros potes, mamãe nem vai perceber.
                                 Quando sua mãe abriu a geladeira para tomar água viu o pote atrás de outros escondido.
                                 - Meu Deus! Quem será que comeu todo o doce de leite daqui?
                                 Enquanto isso no quarto Geninho se contorcia de dor de barriga.
                                 -Aí, aí, aí, aí, como dói minha barriga! Aquele doce tava estragado, só pode.
                                 Não aguentando mais as dores gritou:
                                 - Manhêêêê, maaaẽẽẽ.
                                 Sua mãe ouvindo os berros de Geninho, correu para o quarto. Encontrou ali Geninho vermelho de tanta dor.
                                 - O que foi meu filho?
                                 - Estou com muita dor de barriga, mamãe.
                                 - O que você comeu, que fez mal. Mamaẽ sempre lhe avisou, para não comer porcariada na rua.
                                 - Não mamaẽ eu vou lhe contar a verdade. È que  eu comi o doce de leite estragado, que tava na geladeira.
                                 - Meu filho o doce não tava estragado, você é que comeu demais. Comeu tudo, não deixou nada pra ninguém. Você foi desobediente e guloso. Ah, menino! Vou lhe fazer um chazinho pra parar essa dor, mas nunca mais faça isso, viu.
                                 - Tá bom, mamaẽ. Me perdoa, estou arrependido. Nunca mais vou fazer isso. Aí,aí,aí, aí.
                                 Sua mãe trouxe o chá, que tomou em seguida.
                                 E tudo acabou bem, com Geninho aprendendo a lição de ser obediente e não ser mais egoísta.
                                  Assim, Geninho passou a ser feliz pra sempre.



                               

terça-feira, 18 de março de 2014

ALMA PRESA

Alma presa
é pássaro sem asas,
não voa
e morre atoa.

Paulo César Gaspar 30-12-13

segunda-feira, 17 de março de 2014

 MENINO E SEU SONHO

O menino entrou
com seu sorriso
iluminou o que viu
espalhou seus ares.

A sala estava a meia luz
ele pegou o meu chapéu,
dirigiu-se até o centro,
com passos largos e macios.

Displicentemente deixou-se
levar pela música,
que embalou seus sonhos
viajou nos raios das luzes.

Entregou-se a aquele momento
como se fosse a ultima coisa a fazer,
bebeu aquele instante como licor,
momento único de devaneio.

Balançou seu corpo
pra lá e pra cá,
neste instante de febre,
estampou as paredes.

Degustou e embriagou-se
neste momento intenso,
parecia que o mundo
era só ele e mais nada.

Como num suspiro
deixou aquele mundo para
tráz, envolveu-se de novo
com o real, despedindo-se.

Fez a devolução do chapéu,
mas a sua marca já estava
estampada naquele tempo,
para todo o sempre.



A BORBOLETA FOI PASSEAR

Uma linda borboleta saiu
para passear, visitar uma amiga,
a sua amiga joaninha,
pelo caminho foi só aventura.

Pelo jardim brincou com as flores,
cheiro a margarida, que sentiu cócegas,
depois cheirou o copo de leite,
que disse: não tome todo o leite.

Cheirou a rosa amarela que ficou
vermelha de tanta vergonha,
descansou na laranjeira toda florida,
espiou a comadre abelha que vinha vindo.

Beijou a orquídea, disse ela;
que linda você está hoje!
a orquídea ficou se achando
quase subiu ao céu feito balão.

Chegou a casa da amiga joaninha,
que já esperava com café e biscoitos
e papo vem e papo vai, o dia se foi

a borboleta voltou pra casa, feliz da vida!
                                                                                                  A  DOR
A dor que dói
é a dor que é só minha,
não sei se dor
se divide.
Mas,essa dor é
só minha.
Deixa eu doer em paz,
essa dor pode ser
o único bem que me resta,
por tanto não me tire
essa dor,que doe tanto
chega ser a minha companheira.

Paulo César Gaspar

Aprendendo com as formigas

Aprendendo com a natureza: formigas Observando as formigas podemos relatar seu comportamento. Elas tem um senso de coletividade impressionante,seja no trabalho, ou na convivência social. Cientistas dizem que a formiga tem uma velocidade média de 100 metros por milésimo de segundos. A habilidade para trabalhar em grupo é fantastico. Pois apesar de terem uma hierarquia para obedecer elas não precisam de serem lembradas de suas tarefas diarias. Tudo é um grupo trabalho, alimento. O que uma consegue é dividido entre as demais. E o mais incrível é que; as formigas mesmo sem terem frequentado uma faculdade de engenharia ou arquitetura, constrói a sua casa com vários comodos chamados alveolos onde e futuramente irão armazenar os alimentos. é nesse local também que acontece o acasalamento, em que tanto a fêmea como o macho cuidam dos ovos.E, com certeza já prevendo futuras surpresas fazem em suas casas várias saídas. Assim, se ocasionalmente uma saída for fechada terá outra para sair. O que podemos aprender com as formigas? Primeiro, os senso de coletividade. Se conseguirmos viver em sociedade real, onde tudo é de todos. Com cada um plantando não śo para si mas para mo coletivo, teremos um sociedade mais humana.