segunda-feira, 31 de agosto de 2015

sexta-feira, 25 de abril de 2014

RAUL SEIXAS – Dois Epitáfios em Amarelo













No dias finais de Raul Seixas dois amigos estiveram no apartamento dele, quando me contaram suas visitas – em momentos e por motivos diferentes – mencionaram, insistentemente, a cor amarela. Fiquei intrigado e espantado, porém não muito surpreso, porque sempre achei que o Maluco Beleza tinha aura amarelo-dourada, como o sábio do LP Há Dez Mil Anos Atrás.

Amarelo é a cor da lucidez. As pessoas mais inquietas, as que vislumbram as tramas da Realidade, acabam vendo o mundo com um desvio para o amarelo. Van Gogh abusava do amarelo em sua paleta de cores, até se mudou para Arles para fundar uma colonia de artistas e desvendar a 'amarelidade do amarelo'.

Carlos Drummond de Andrade, n'A Máquina do Mundo, que explicava o sentido das coisas, conta que caminhava por “uma estrada de Minas, pedregosa, e no fecho da tarde”"aves pairavam no céu de chumbo com suas formas pretas". Esta imagem, parecida com Van Gogh, só faz sentido com luz saturada de amarelo, a cor dos curvos caminhos mineiros e das revelações transcendentais.





  um  
  
Marco Antonio de Sousa – empresário e fotógrafo – atuava na indústria fonográfica, trabalhava naWarner/Chappell, que administrava os direitos autorais das músicas do disco A Panela do Diabo. O último LP do Raul (em parceria com Marcelo Nova), lançado dois dias antes de sua morte. Para formalizar os procedimentos de lançamento precisava colher as assinaturas do Raul nos contratos de edição, por isso foi até o flat do artista, na Rua Frei Caneca, perto da Avenida Paulista. Levava um calhamaço de quase 30 páginas que deveriam ser rubricadas e assinadas.

Foi atendido por uma governanta (Dalva, que, mais tarde, encontrou o corpo do roqueiro) e conduzido até um homem magro sentado numa mesa, estranhamente, amarelo resplandecente. A cor era intensa e invasiva, parecia irradiar dos dedos do fumante inveterado, impregnados de amarelo-nicotina, e se alastrar pelo corpo inteiro. Ate os dentes, o branco dos olhos e própria sombra estavam saturados por tons amarelos-dourados. Um dourado ouro-velho, patinado.

Lentamente, exaustivamente, como se estivesse esperando abrir as amarelas portas do paraíso, Raul rubricou e assinou os documentos. No entanto, se recusou a tocar no cheque, desviou o rosto do pedaço de papel estendido e disse: “Dinheiro não! Entregue essa coisa para Dalva.” Agradeceu o mensageiro e se dirigiu para um sofá de vinil amarelo no meio da sala, se inclinou com dificuldades e deitou encolhido, exaurido e sem forças.

  dois  

Vera Helena Amatti – jornalista, professora e escritora – era uma jovem repórter de trânsito da Rádio Excelsior. No dia 21 de Agosto de 1989 estava baseada no topo do Edifício Cásper Líbero (Gazeta), seu turno começava ás 14 horas. Logo que assumiu o posto uma amiga telefonou e passou uma dica: “Ouvi um boato que Raul Seixas morreu. Como está perto do flat dele, não quer conferir?” Vera, com a impetuosidade da juventude, largou tudo e correu, a pé, para Rua Frei Caneca, distante nove quarteirões. Na entrada do prédio havia algumas pessoas paradas, alheadas e desarvoradas. Quase sem ar, mas audaciosa como os bons repórteres, perguntou, sem se identificar: “Onde está Raul Seixas?” Alguém, desatento, respondeu: “Lá em cima.”

A porta do apartamento estava aberta, Vera entrou. Estendido num sofá de vinil amarelo, no meio da sala, repousava um homem, também, exageradamente, amarelo. Uma áurea, pálida e mortiça, amarelo perolada, resplandecia do corpo. Era Raul Seixas, definitiva e indubitavelmente, morto. Canto Para Minha Morte - "O coração que se recusa a bater no próximo minuto"? "A vida mal vivida"?  

Impulsiva e excitada, Vera desceu correndo e entrou num bar ao lado do cursinho Etapa. Comprou um monte de fichas telefônicas – ainda não existia celular – e ligou para a sede da Rádio Excelsior. Entrou no ar imediatamente para comunicar o falecimento do Rei do Rock brasileiro. Repetiu a notícia incontáveis vezes, para o Brasil e para o mundo. Foi temerária, antecipou uma informação que somente seria oficializada no dia seguinte.


--  --  --  

Duas telas disputam o privilégio de ser o último quadro pintado por Van Gogh: Os campos (The fields) e Campo de Trigo com Corvos (Wheat field with crows). Não importa o resultado, porque ambos evidenciam que os momentos finais de Van Gogh estavam tomados pelo amarelo. Nada de extraordinário  geniais – na margem da morte, o pintor holandês e o roqueiro baiano percebiam o mundo pelo espectro amarelo. Enxergavam e mostravam coisas invisíveis para os mortais de outra coloração. Ouro de Tolo.

Em vários quadros do pintor predomina o amarelo, e a mesma cor aparece em muitas capas célebres do cantor. No fim da vida ambos intensificaram este superpoder.  Raul Seixas exibia no próprio corpo uma aura amarela; Van Gogh morreu tentando captar a fina membrana amarela que envolve o mundo.

De alguma forma Campo de Trigo com Corvos é a ilustração perfeita para o poema A Máquina do Mundo, de Drummond.

Entrementes  é bom repetir  amarelo é a cor das melhores mentes.
AUTOR DA MATÉRIA: DOUGLAS BOK.

paulistando: RAUL SEIXAS – Dois Epitáfios em Amarelo

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domingo, 30 de agosto de 2015

O DESCONHECIDO.
O desconhecido dá medo é como se fosse um quarto totalmente escuro e vazio, que não tem como usar o tato. Nenhum vento sequer, sem chão, nada para orientar.Assim, é o desconhecido,
nos convida a desvenda-lo. Mas, o desconhecido mais temido, é o desconhecido que mora dentro de nós mesmo.Esse é o mais temido por nós! É uma viagem para o abismo, somos muito profundos, não temos noção do quão profundo nós somos. Temos uma ilusão perene e reclamamos muito de não conhecer o outro direito. Queremos amar os outros sem termos a noção do que é amor, do que é realmente o exercício do amar. Por isso, amamos erradamente, nossa noção de amor é muito vaga. Haja visto, o tanto de ciências que existe com objetivo de desvendar esse mistério e nenhuma consegue explicar na exata forma quem somos nós. Ai, fica no ar a pergunta que mais gostaríamos de ter a resposta: "Quem realmente somos nós"?. Hipoteticamente é uma das explicações pela nossa dificuldade de nos relacionarmos com o mundo, com a natureza e com as pessoas a nossa volta, justamente por não sabermos quem somos! A falta do esclarecimento dessa questão, nos traz vários transtornos na nossa vida. Sem ela, não conseguimos lidar direito com os adventos da vida, não conseguimos lidar com as nossas diferenças, daí o preconceito que tanto nos incomoda. Não conseguimos obedecer as leis naturais e sociais. Por não sabermos quem somos realmente, não sabemos o que realmente é o amor, um sentimento tão lindo e que achamos tão gostoso. Não temos nem ideia do que seja o amor, de como exercitá-lo no dia a dia.
Ai, cobramos dos outros atitudes e comportamentos, que nem nós temos.
PAULO CÉSAR FERRI GASPAR30-08-15

sábado, 29 de agosto de 2015

REVOLUÇÃO.
Você se fecha,
guarda a sua dor,
chora em silêncio,
se joga no chão.
Esconde seus medos,
guarda a sua insegurança,
diz amém a tudo, sem gostar,
coloca a sua vida no zero.
Você se guarda para
guardar os outros
das dores que é deles,
você se dá sem saber.
Já é hora de chegada
a hora da revolução,
já é hora de sair pro mundo,
de fazer a sua história.
Já é hora de se levantar,
de parar de chorar,
ainda há espaço prá você
nesse mundo, agora!
Agora é amar e amar,
ser feliz, de sentir a vida,
de viver a proposição
do que veio a esse mundo.
Daqui pra frente a história
é sua e de mais ninguém,
portas do passado estão
se fechando, agora é com você.
Faça a sua revolução,
a sua evolução a seu modo,
a vida agora é sua, o tempo
agora é seu, lá trás tudo se foi.
Vai ser feliz, como sempre quis,
ame como sempre quis,
seja a sua vida como sempre quis,
sonhe como sempre quis.
É tudo seu agora, é tudo seu,
a revolução já começou,
vá em busca da sua vida
como sempre quis, seja feliz!
A força está com você,
vá! viva a sua revolução,
curta a sua evolução,
viva a sua emoção.
Paulo Cesar Ferri Gaspar29-08-15

SORRIA.
Sorria,
gargalhe,
de algo,
de nada.
Ria,
de tudo
de nada,
atoa.
Seja feliz,
viva a vida,
ela é uma
só, e rápida.
Paulo Cesar Ferri Gaspar29-08-15


NÃO CHORES MAIS.
Não chores mais,
não chores mais,
a vitória é sua,
meu amor é seu.
Quero viver dias
felizes ao deus lado,
plantaremos flores,
nosso jardim há de florir.
Dias melhores nos espera,
não chore mais, meu bem,
vamos sorrir, a vida é bela,
o mundo é azul para nós.
Não chores mais,
não chores mais,
nossas dores
estão passando.
Um belo arco-iris,
enfeita nosso céu,
tudo está bem agora,
o mundo sorri para nós.
Paulo Cesar Ferri Gaspar28-08-2015

sexta-feira, 28 de agosto de 2015

VOAR.
Voar em suas asas,
ver o céu de perto,
tocar as nuvens,
sentir a paz por dentro.
Sentir a sensação
de liberdade,
é tudo que se quer,
voar sem pressa.
Não ter hora para
voltar, simplesmente
sentir a alegria de voar,
nas suas asas.
"ALÉM DO ARCO IRIS"
"Além do arco-íris deve ter,
algum lugar bonito pra viver em paz"
lá o céu deve ser bem azul,
a relva cheia de flores lindas.
Lá onde só há amor,
onde as pessoas se dão,
são felizes de verdade,
onde o sol é lindo demais.
Lá onde se vive sem frescura,
onde a simplicidade dá lugar,
a harmonia e o bem viver,
onde não existe fome e sede.
Lá onde vida se faz de maneira
linda e livre, onde os animais são felizes,
onde as crianças vivem a infância
sem sofrer nenhum tipo de agressão.
"Além do arco iris deve ter,
algum lugar bonito pra se viver em paz",
lá onde o amor, a paz e alegria,
brincam de roda.
Paulo César Gaspar 08-01-15

LEMBRAR(ACRÓSTICA)
L embrar que você foi na minha vida
e mociona e me faz rever o nosso amor,
me recordo você em meus braços,
b eijos e abraços apertados nos unia,
r ejuvenesce a minha alma, que lhe
a ma muito ainda, é bom lembrar você,
r evigora a paz e o amor que sinto por você.

quinta-feira, 27 de agosto de 2015

                                         poeta Douglas Bok

paulistando: RAUL SEIXAS – Dois Epitáfios em Amarelo

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Fernando Pessoa

Fernando Pessoa (1888-1935) foi um poeta e escritor português, nascido em Lisboa. É considerado um dos maiores poetas da língua portuguesa e da literatura universal.
Aos seis anos de idade, Fernando Pessoa foi para a África do Sul, onde aprendeu perfeitamente o inglês, e das quatro obras que publicou em vida, três são em inglês. Durante sua vida, Fernando Pessoa trabalhou em vários lugares como correspondente de língua inglesa e francesa. Foi também empresário, editor, crítico literário, jornalista, comentador político, tradutor, inventor, astrólogo e publicitário, e ao mesmo tempo produzia suas obras em verso e prosa.
Como poeta, era conhecido por suas múltiplas personalidades, os heterónimos, que eram e são até hoje objeto da maior parte dos estudos sobre sua vida e sua obra.
Fernando Pessoa faleceu em Lisboa, com 47 anos anos de idade, vítima de uma cólica hepática causada por um cálculo biliar associado a cirrose hepática, um diagnóstico hoje é dia é contestado por diversos médicos.
Os principais heterônimos de Fernando Pessoa são:
- Alberto Caeiro, nascido em Lisboa, e era o mais objetivo dos heterônimos. Buscava o objetivismo absoluto, eliminando todos os vestígios da subjetividade. É o poeta que busca "as sensações das coisas tais como são". Opõe-se radicalmente ao intelectualismo, à abstração, à especulação metafísica e ao misticismo. É o menos "culto" dos heterônimos, o que menos conhece a Gramática e a Literatura.
- Ricardo Reis, nascido no Porto, representa a vertente clássica ou neoclássica da criação de Fernando Pessoa. Sua linguagem é contida, disciplinada. Seus versos são, geralmente, curtos. Apóia-se na mitologia greco-romana; é adepto do estoicismo e do epicurismo (saúde do corpo e da mente, equilíbrio, harmonia) para que se possa aproveitar a vida, porque a morte está à espreita. É um médico que se mudou para o Brasil.
- Álvaro de Campos, nascido no Porto, é o lado "moderno" de Fernando Pessoa, caracterizado por uma vontade de conquista, por um amor à civilização e ao progresso. Campos era um engenheiro inativo, inadaptado, com consciência crítica.
O cego e a guitarra
Fernando Pessoa


(698) 


O ruído vário da rua
Passa alto por mim que sigo.
Vejo: cada coisa é sua
Oiço: cada som é consigo.

Sou como a praia a que invade
Um mar que torna a descer.
Ah, nisto tudo a verdade
É só eu ter que morrer.

Depois de eu cessar, o ruído.
Não, não ajusto nada
Ao meu conceito perdido
Como uma flor na estrada.
(699)

Cheguei à janela
Porque ouvi cantar.
É um cego e a guitarra
Que estão a chorar.

Ambos fazem pena,
São uma coisa só
Que anda pelo mundo
A fazer ter dó.

Eu também sou um cego
Cantando na estrada,
A estrada é maior
E não peço nada.

Autopsicografia
Fernando Pessoa

[143]
O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração.
27/11/1930
DESEJO EXPLÍCITO.
Fiquei
pensando
em você,
acabei
sonhando
com nós
dois.
mesmo
no sonho
nosso amor
é lindo,
fonte
de mel.
mas,
acabei
só,
com
o desejo
explícito
de amar
você.
Eu
amo
você.

terça-feira, 25 de agosto de 2015

ADEUS... ATÉ QUALQUER DIA...
Não tenha medo,
não vou no seu carro,
eu sei andar a pé,
meus pés me guiam.
Não tenha medo
você não é o centro
do universo, e não
giro em torno de você.
Não tenha medo,
não direi nada do
que sei sobre você,
segue a sua eu sigo a minha.
Quando mais precisei
de você, você me fechou
as portas, me deu a costas,
agora não venha com lamurias.
A vida é curta, o tempo é rápido,
você não tem nada comigo,
e nem eu tenho com você,
é hora de deixar você.
Adeus, seja feliz na sua vida,
que eu serei feliz na minha,
que Deus o abençoe e lhe de paz,
que Deus vai me abençoar.
Adeus... até qualquer dia
Paulo Cesar Ferri Gaspar24-08-15
Foto de Paulo Cesar Ferri Gaspar.
                                 POEMA: ALMA~POETA PAULO CESAR FERRI GASPAR

domingo, 23 de agosto de 2015

UM BARZINHO.
Um barzinho
uma batucada,
uma boa música,
a poesia se faz.
Um aboa roda
de samba faz
toda a diferença,
dá todo o sabor.
Mil papos,
cerveja gelada,
os amigos dão
o toque da alegria.
Tudo regado a
um bom solado de
um violão maestro
de toda roda de samba.
Paulo Cesar Ferri Gaspar21-08-15

PALAVRAS DE AMOR.
Palavras de amor são doces,
mesmo falando baixinho
o coração escuta e degusta,
faz bem para quem ouve,
alegra que fala as palavras de amor.
Palavras de amor são lindas,
são como flores no jardim,
são perfumadas, encantadoras,
quem ama fala palavras de amor,
quem ama ouve palavras de amor.
Palavras de amor faz suspirar
quem fala, faz suspirar quem ouve,
faz o coração de quem fala acelerado,
deixa as pernas bambas o rosto queimando.
Palavras de amor faz suspirar,
quem ouve, provoca disritmia,
causa calor, suor e arrepios,
é uma delicia de se ouvir.
Paulo César Ferri Gaspar 22-08-15

PALAVRAS DE AMOR.
Palavras de amor são doces,
mesmo falando baixinho
o coração escuta e degusta,
faz bem para quem ouve,
alegra que fala as palavras de amor.
Palavras de amor são lindas,
são como flores no jardim,
são perfumadas, encantadoras,
quem ama fala palavras de amor,
quem ama ouve palavras de amor.
Palavras de amor faz suspirar
quem fala, faz suspirar quem ouve,
faz o coração de quem fala acelerado,
deixa as pernas bambas o rosto queimando.
Palavras de amor faz suspirar,
quem ouve, provoca disritmia,
causa calor, suor e arrepios,
é uma delicia de se ouvir.
Paulo César Ferri Gaspar 22-08-15
ALEGRIA.
Alegria de viver,
alegria de plantar,
alegria de sorrir,
alegria de seguir.
Alegria de servir,
alegria de sonhar,
alegria de cantar,
alegria de rir.
Alegria de amar,
alegria de acolher,
alegria de socorrer,
alegria de alegria.
Paulo César Gaspar 12-11-14

                                                              CARTAS DE AMOR

                                                BRASIL CAIPIRA(CAÇULA)


PALAVRAS DO BRASIL
Eu e meus filhos literários. Palavra do Brasil, Cartas de e o  mais velho Entre Criticas e Sentimentos.
FECHAR A PORTA.
Acho que finalmente
estou a um passo de fechar
a porta do ontem na minha
vida, mais um pouco, já
vem o ponto final.
Confesso tive medo de
fecha-lá por insegurança,
mas agora estou mais
forte, preparado para
enfrentar o que vier.
A confiança em mim mesmo,
vem sendo restaurada,
com as bençãos de Deus,
estou conseguindo me levantar,
daqui pra frente muita fé em mim.
Agora já sei do que sou capaz,
que a porta que se abrir pra mim,
que seja a porta da vida nova,
cheia de conquistas sólidas,
baseada na dignidade herdada.
Quero apenas ser feliz
junto da minha família,
quero apenas viver em paz,
junto de quem amo,
minha amada e minhas filhas.
Quando essa porta se fechar
de vez, certamente muitas
pessoas irão morrer em vida
pra mim, pois serão passado,
que não quero mais lembrar.
Sei que falta pouco, muito pouco,
com a ajuda do Nosso Senhor Jesus,
vou conseguir vencer, está vitória
será uma recompensa dos céus,
pela minha fé, esperança e amor.
Paulo César Ferri Gaspar 23-08-15
ÁGUIA.
´
Águia solitária corta
o céu em voos majestosos
o azul da imensidão
é o seu lar querido.
Águia a sua força,
me estimula a viver,
sua altiveza me ensina
que a ter paz no coração.
Águia encantadora,
soberana, me ensina
a viver como você,
sou criança ainda.
Águia essa beleza
magnitude é tudo 
de lindo que se pode
ver na natureza.
´
Águia apesar de toda
essa majestade que é
sabe ser humilde,
tem a calma necessária.
Águia a sua coragem
em renovar-se para
viver mais, nos ensina
que renovar é preciso.
Paulo César Ferri Gaspar 16-02-15

ADEUS.
Adeus, direi adeus,
adeus meu amor,
adeus meus amigos,
vou pra bem longe.
Quero deixar aqui
o meu abraço forte,
deixar a minha paz,
valeu por tudo.
Adeus, aos beijos seus,
adeus a suas palavras,
ao seu choro triste,
como tudo tem um fim.
O fim chegou mas
quero partir em paz,
levar no coração
a lembrança do que fui.
Quero deixar gravado
as boas histórias vividas,
boas risadas foram dadas,
mas tenho que partir.
Adeus, meus amores,
pra bem longe irei,
fica com você um 
pouco do que eu disse.
 Paulo Cesar Ferri Gaspar. 19-01-15
ABRAÇO.
Cabe tantas coisas num abraço,
o abraço é o laço do amor,
cabe tantos carinhos num
abraço sincero e verdadeiro.
Um abraço carrega consigo,
o calor humano essencial,
é a vitamina a, para viver bem,
custa tão pouco que é de graça.
Paulo César  Ferri Gaspar 06-01-15
A RUA.
Andando na rua,
observa-se as pessoas,
transeuntes prá lá e prá cá,
cada um de um jeito.
Uns apressados,
outros devagar,
uns calados
outros murmurando.
Uns acompanhados,
outros sozinhos,
alguns passam chorando,
outros dando risadas.
A rua realmente
um espaço poético,
onde a vida circula,
cada um é cada um.
É a massa atrás da massa,
passos largos e curtos,
ao encontro do que se quer,
assim a vida se faz.
Paulo César Ferri Gaspar 21-11-14
POEMA: PORTA ABERTA: POETA PAULO CÉSAR FERRI GASPAR.
POEMA: QUERO SAIR CORRENDO. POETA PAULO CÉSAR FERRI GASPAR.
POEMA: DOR. POETA PAULO CÉSAR FERRI GASPAR.
Poema: ECLIPSE DO AMOR. POETA PAULO CÉSAR FERRI GASPAR.